
Abdominoplastia em âncora é mais perigosa do que a abdominoplastia tradicional? Dr Juan Montano, cirurgião plástico em São Paulo, responde.
Um estudo com mais de 400 pacientes comparou as complicações das duas técnicas.

O que é a abdominoplastia em âncora?
A abdominoplastia em âncora é uma variação da abdominoplastia tradicional.
Além da retirada de pele no sentido horizontal, também é removido o excesso de pele no sentido vertical. Como resultado, a cicatriz final apresenta uma linha horizontal e outra vertical, formando um desenho semelhante ao de uma âncora, origem do nome da técnica.
Quando essa cirurgia costuma ser indicada?
Segundo o Dr. Juan Montano, a abdominoplastia em âncora costuma ser indicada para pacientes com flacidez muito importante da pele, quando a retirada apenas horizontal não seria suficiente para corrigir o excesso cutâneo.
Essa situação é mais frequente em pacientes que tiveram grandes perdas de peso, seja após cirurgia bariátrica, uso de canetas emagrecedoras ou emagrecimento expressivo apenas com dieta.
A abdominoplastia em âncora tem mais complicações?
Neste artigo, iremos considerar os resultados de um estudo científico que avaliou mais de 400 pacientes para comparar a segurança da abdominoplastia em âncora com a da abdominoplastia tradicional.
Os resultados mostraram que, de forma geral, o número de complicações foi muito semelhante entre as duas técnicas.
A principal diferença observada foi uma pequena tendência ao aumento de infecção da ferida operatória e de abertura de pontos nas pacientes submetidas à abdominoplastia em âncora. Segundo o Dr. Juan Montano, isso ocorre principalmente na região onde as cicatrizes horizontal e vertical se encontram, um ponto naturalmente mais delicado.
Apesar disso, o aumento dessas complicações foi considerado pequeno e sem impacto importante na segurança global do procedimento.
Em resumo
O estudo avaliou mais de 400 pacientes.
As taxas gerais de complicações foram semelhantes entre as duas técnicas.
Houve apenas discreto aumento de infecção e abertura de pontos na abdominoplastia em âncora.
Essas alterações ocorreram principalmente na junção das cicatrizes.
O que esses resultados significam na prática?
Os dados apresentados sugerem que a abdominoplastia em âncora pode ser considerada uma cirurgia segura quando corretamente indicada.
Embora exista um pequeno aumento em algumas complicações locais, isso não impediu que a técnica apresentasse um perfil de segurança semelhante ao da abdominoplastia tradicional.
Segundo o Dr. Juan Montano, essa informação é especialmente importante para pacientes com grande excesso de pele, nas quais a retirada adicional de pele no sentido vertical pode proporcionar uma melhora mais completa da flacidez.
Perguntas frequentes
O que diferencia a abdominoplastia em âncora da tradicional?
Na abdominoplastia em âncora também é retirada pele no sentido vertical, resultando em uma cicatriz vertical além da horizontal.
Quem costuma precisar dessa cirurgia?
Principalmente pacientes com grande excesso de pele após perda importante de peso.
A cirurgia é mais perigosa?
Segundo o estudo analisado, as complicações gerais foram semelhantes às da abdominoplastia tradicional., embora tenha uma discreta tendência ao aumento de abertura de pontos e de infecção na região onde as cicatrizes se encontram.
Principais mensagens
A abdominoplastia em âncora é indicada para pacientes com grande excesso de pele.
A técnica acrescenta uma cicatriz vertical à cicatriz horizontal da abdominoplastia.
Um estudo com mais de 400 pacientes mostrou taxas gerais de complicações semelhantes às da técnica tradicional.
Houve apenas discreto aumento de infecção e abertura de pontos na junção das cicatrizes.
A cirurgia pode representar uma boa alternativa para pacientes após grande perda de peso.
Conclusão
A abdominoplastia em âncora é uma opção para pacientes que apresentam flacidez intensa após grandes perdas de peso. Os dados apresentados neste artigo sugerem que seu perfil de segurança é semelhante ao da abdominoplastia tradicional, havendo apenas um pequeno aumento de infecção da ferida e abertura de pontos na região onde as cicatrizes se cruzam. Esses achados reforçam que, quando bem indicada, a técnica pode ser realizada com segurança e oferecer uma correção mais completa do excesso de pele.
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